Mulheres Públicas, Mulheres Que Publicam - II Edição
- Processo: 23112.015515/2025-17
- Data inicial: 02/06/2025
- Data final: 02/12/2025
- Coordenadora: Daniela Auad
Descrição
Ao recuperar a dimensão política da escrita, o projeto de extensão com pesquisa teve como objetivo focalizar o binômio leitura e escrita e o letramento acadêmico, a partir de metodologias feministas voltadas à formação de professoras leitoras, escritoras e pesquisadoras. Inserido no campo dos estudos de gênero e educação, o projeto considerou aportes dos feminismos negro e lésbico, bem como do transfeminismo, adotando metodologias que compreenderam o conhecimento como situado, relacional e tecido por ressonâncias. A proposta buscou constituir um espaço seguro de formação, no qual também pudessem ser elaboradas as fragilidades historicamente associadas às práticas de leitura e escrita entre mulheres, muitas vezes percebidas, em um passado não tão distante, como “inimigas naturais dos livros”.
O projeto reuniu alunas, técnicas administrativas, docentes e pesquisadoras da UFSCar, reconhecidas de forma equitativa como mulheres participantes do processo formativo. Suas ações contribuíram para a ampliação e o fortalecimento do direito à educação, ao afirmar a universidade como lócus de expansão de saberes e potencialidades, tanto pela proximidade dos temas abordados quanto pelo caráter inédito de muitas das discussões propostas. As participantes foram convidadas a refletir sobre seus encontros com a leitura e a escrita, por meio da rememoração e do debate de suas trajetórias e experiências com esse binômio ao longo da vida acadêmica e profissional.
Ao longo do desenvolvimento do projeto, foram problematizadas as condições de acessibilidade relacionadas à produção e à circulação do conhecimento, incluindo reflexões sobre quem escreve os livros, quem tem acesso a eles, quais conteúdos são legitimados, tanto no formato impresso quanto em suportes digitais. O projeto também visibilizou as interdições históricas impostas à escrita das mulheres, seus motivos e as possibilidades de pensar coletivamente estratégias de enfrentamento e superação desses impedimentos.
Foram estabelecidos espaços seguros para o exercício da leitura e da escrita, nos quais as participantes puderam se reconhecer e se afirmar como escritoras, contribuindo para a construção dessa identidade de forma recorrente e compartilhada. Por fim, o projeto tematizou a chamada jornada de publicação, compreendida não apenas como o ato de publicar, mas também como os processos de revisão, emissão de pareceres anônimos, leitura crítica, comentários e prefácios de obras, reconhecendo essas práticas como parte constitutiva das trajetórias das mulheres pesquisadoras e escritoras. Essas jornadas foram entendidas como experiências coletivas, tecidas em rede, voltadas à reparação dos silenciamentos historicamente impostos às mulheres no campo do conhecimento.
Para saber mais: https://www.youtube.com/playlist?list=PLXz0i1Af1oZH7WplirlA9UNcngNW1HLsP (link externo)
Participantes
- Servidoras: Cláudia Lahni, Augusta Batista Baeta das Neves e Viviane Melo de Mendonça
- Alunas de pós-graduação: Pamella Carolina de Sousa Pacheco Carvalho, Patrícia Silveira Alves, Thamires Andrade Reiss e Carolina Cadinelli.
